Por Sostino Mocumbe, IIAM/DFDTT/DDIC, 18/01/2013
Iniciou recentemente o “Projecto de Investigação sobre Adaptação a
Mudanças Climáticas” em resultado do acordo assinado entre Agosto e Setembro de
2012 envolvendo o Instituto de Investigação Agrária (IIAM) e o Centro
Internacional da Agricultura Tropical através do programa do Grupo Consultivo
para a Pesquisa Agrária Internacional (CGIAR) denominado “Climate Change,
Agriculture and Food Security (CCAFS)”.
O Governo de Moçambique dá uma atenção especial a assuntos relativos a mudanças climáticas por estas fazerem-se sentir com alguma intensidade em países subdesenvolvidos dentre os quais o nosso.
São várias as razões apontadas como geradoras de complicações aliadas à mudanças climáticas a destacar a localização geográfica pelo facto de em Moçambique passarem vários rios internacionais que procuram o Oceano Índico, sua superfície abaixo dos níveis das águas do mar, alta vulnerabilidade a ciclones e tornados, temperaturas elevadas, aridez, infertilidade de solos, falta de infraestruturas de comunicação, alto índice de analfabetismo, dependência aos recursos naturais e tantas outras razões.
Dados avançados pelo documento do projecto de mudanças climáticas indicam que nos próximos vinte anos, Moçambique vai perder 25% da sua capacidade de produtividade agrícola. Esta situação pode acaretar redução dos redimentos e incremento dos preços dada a procura.
Moçambique é um dos países que tem sofrido grande impacto das mudanças climáticas com tendências à desertificação. Por isso, temos 21 distritos dos 128 distritos existentes no nosso país afectados pela seca, bem como 27 distritos afectados pela degradação dos solos, mais conhecida por erosão.
O projecto prevê operar em duas áreas com fortes indicações para a insegurança alimentar na Província de Gaza, sul de Moçambique, nomeadamente: os distritos de Chicualacuala, no interior, e de Xai-Xai, na zona costeira.
Um diagnóstico do Banco Mundial dá conta de que os efeitos causados pelos desastres naturais retardam o desenvolvimento económico de Moçambique em cerca de 1 a 2% anualmente, e o nosso país figura como o terceiro país mais exposto aos efeitos negativos causados pelas mudanças climáticas.
Essencialmente, o projecto vai focar sua intervenção nos seguintes aspectos: (1) Levantamento biofísico; (2) Análise da Vulnerabilidade às mudanças climáticas; (3) Práticas de adaptação na produção de culturas e integra (a) Maneio de Água, (b) Maneio da fertilidade de solos e (c) Maneio integrado de pragas e doenças; (4) Ciências animais; (5) Pós-colheita; (6) Ecologia; (7) Maneio florestal comunitário; e (8) Capacitação Comunitária.
Com o objectivo de para aumentar a resistência e capacidade de subsistência e adaptação a riscos às alterações climáticas em áreas de insegurança alimentar, o projecto vai igualmente servir de catalizador para o estabelecimento de segurança alimentar nas famílias rurais em áreas propensas a impactos significativos decorrentes dos efeitos das mudanças climáticas com recursos a tecnologias capazes de promover um balanceamento entre subsistência melhorada e integridade bilógica e ecológica sustentável dos recursos naturais.
De referir que, com um finaciamento de cerca de 500 mil dólares norte americanos na totalidade, o projecto que iniciou oficialmente em Setembro de 2012 termina em Dezembro de 2014 e, terá como Coordenadora de pesquisa a Dra fernanda Gomes, investigadora senior do IIAM
O Governo de Moçambique dá uma atenção especial a assuntos relativos a mudanças climáticas por estas fazerem-se sentir com alguma intensidade em países subdesenvolvidos dentre os quais o nosso.
São várias as razões apontadas como geradoras de complicações aliadas à mudanças climáticas a destacar a localização geográfica pelo facto de em Moçambique passarem vários rios internacionais que procuram o Oceano Índico, sua superfície abaixo dos níveis das águas do mar, alta vulnerabilidade a ciclones e tornados, temperaturas elevadas, aridez, infertilidade de solos, falta de infraestruturas de comunicação, alto índice de analfabetismo, dependência aos recursos naturais e tantas outras razões.
Dados avançados pelo documento do projecto de mudanças climáticas indicam que nos próximos vinte anos, Moçambique vai perder 25% da sua capacidade de produtividade agrícola. Esta situação pode acaretar redução dos redimentos e incremento dos preços dada a procura.
Moçambique é um dos países que tem sofrido grande impacto das mudanças climáticas com tendências à desertificação. Por isso, temos 21 distritos dos 128 distritos existentes no nosso país afectados pela seca, bem como 27 distritos afectados pela degradação dos solos, mais conhecida por erosão.
O projecto prevê operar em duas áreas com fortes indicações para a insegurança alimentar na Província de Gaza, sul de Moçambique, nomeadamente: os distritos de Chicualacuala, no interior, e de Xai-Xai, na zona costeira.
Um diagnóstico do Banco Mundial dá conta de que os efeitos causados pelos desastres naturais retardam o desenvolvimento económico de Moçambique em cerca de 1 a 2% anualmente, e o nosso país figura como o terceiro país mais exposto aos efeitos negativos causados pelas mudanças climáticas.
Essencialmente, o projecto vai focar sua intervenção nos seguintes aspectos: (1) Levantamento biofísico; (2) Análise da Vulnerabilidade às mudanças climáticas; (3) Práticas de adaptação na produção de culturas e integra (a) Maneio de Água, (b) Maneio da fertilidade de solos e (c) Maneio integrado de pragas e doenças; (4) Ciências animais; (5) Pós-colheita; (6) Ecologia; (7) Maneio florestal comunitário; e (8) Capacitação Comunitária.
Com o objectivo de para aumentar a resistência e capacidade de subsistência e adaptação a riscos às alterações climáticas em áreas de insegurança alimentar, o projecto vai igualmente servir de catalizador para o estabelecimento de segurança alimentar nas famílias rurais em áreas propensas a impactos significativos decorrentes dos efeitos das mudanças climáticas com recursos a tecnologias capazes de promover um balanceamento entre subsistência melhorada e integridade bilógica e ecológica sustentável dos recursos naturais.
De referir que, com um finaciamento de cerca de 500 mil dólares norte americanos na totalidade, o projecto que iniciou oficialmente em Setembro de 2012 termina em Dezembro de 2014 e, terá como Coordenadora de pesquisa a Dra fernanda Gomes, investigadora senior do IIAM
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