CLIMATE CHANGE ADAPTATION
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
A Year of Weather 2013
The visualisation, comprised of imagery from the geostationary satellites of EUMETSAT, NOAA and the JMA, shows an entire year of weather across the globe during 2013, with commentary from Mark Higgins, Training Officer at EUMETSAT. The satellite data layer is superimposed over NASA's 'Blue Marble Next Generation' ground maps, which change with the seasons.
Look: http://youtu.be/m2Gy8V0Dv78
domingo, 7 de abril de 2013
Avaliações econômicas subestimam impactos de mudanças climáticas
O economista Lorde Stern admite ter subestimado custos e riscos
Lorde Stern publicou primeiro relatório com avaliação sistematizada de prejuízos e custos de adaptação à mudanças climáticas, conhecido como relatório Stern (CIAT International Center for Tropical Agriculture/Flickr)
Por Nayantara
Narayanan e ClimateWire, Scientific American Brasil, 07/04/2013
Lorde Stern publicou primeiro relatório com avaliação sistematizada de prejuízos e custos de adaptação à mudanças climáticas, conhecido como relatório Stern (CIAT International Center for Tropical Agriculture/Flickr)
A mudança climática parece muito mais ameaçadora do que há seis anos, e o mundo
marcha na direção de um aquecimento de 4 graus celsius até o fim do século em
relação à era pré-industrial, declara o Lorde Nicholas Stern, professor de
economia e diretor do Instituto Grantham de Pesquisa na Escola de Economia de
Londres.
Stern pediu modelos climáticos
novos e mais precisos, e melhores avaliações econômicas de impactos climáticos,
mas sustentou que o principal obstáculo à ação é a vontade política.
O ex-economista chefe do Banco Mundial criticou sua própria revisão de 2006 sobre a economia da mudança climática, um documento considerado seminal para as discussões sobre a mudança climática, que estimaram que o custo geral da mudança climática reduziria pelo menos 5% do crescimento do PIB todos os anos.
De acordo com Stern, a revisão subestimou o “imenso risco” do aquecimento global. Ele fez uma admissão e alerta semelhantes no começo deste ano durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Discursando na sede do Fundo Monetário Internacional em Washington, capital, Stern descreveu uma imagem sombria de emissões no topo das projeções da Revisão Stern, com o declínio do gelo marítimo e a acidificação oceânica ocorrendo mais rápido do que o antecipado, e impactos crescentes de feedbacks e pontos críticos não levados em conta em modelos climáticos.
De acordo com Stern, a atual taxa de emissões de gases estufa alertará muito mais o mundo do que os esperados 2 graus Celsius acima de níveis pré-industriais até o fim do século.
Mesmo se nações cumprirem os acordos de reduções de emissões feitos na conferência de mudança climática das Nações Unidas em 2010, no México, as temperaturas subirão entre 4 e 5 graus, fazendo com que as fronteiras de desertos, linhas costeiras e rios sejam redesenhadas. Esses problemas do bem estar humano precisam ser levados em conta em modelos climáticos, lembrou Stern.
Mudanças que afetam a vida
Ele recorreu ao exemplo de modelos climáticos que preveem uma perda de 20% na agricultura da Índia com um aumento de 4 graus Celsius na temperatura.
Os modelos não levam em conta a deterioração devido à perda de neve no Himalaia que levaria à destruição de rios, ou as mudanças radicais na monção do sul asiático. “Algumas das perguntas que precisamos fazer se referem ao que realmente afeta a vida humana – eventos climáticos extremos, inundações, desertificações. É isso que afeta a vida humana”, lembrou Stern.
Também ausentes de modelos climáticos atuais são os duradouros impactos dinâmicos de eventos climáticos extremos. “Alguns de meus amigos paquistaneses tentaram descrever o que aconteceu durante as enchentes de 2010. Eles disseram que o desenvolvimento recuou 20 anos. Se o desenvolvimento recuar em 20 anos a cada 10 anos, você está retrocedendo”, declarou ele.
De maneira semelhante, de acordo com Stern, avaliações econômicas subestimam impactos da mudança climática, põem um preço modesto sobre o carbono, e não abrem espaço para a perda de capital, trabalho e terras no futuro. Os cenários econômicos não conseguem reconhecer que gerações futuras podem ser mais pobres e que o crescimento pode ser revertido. Ele chamou a discussão sobre descontos na mudança climática de “puramente horrível”.
Outra grande falha de políticas econômicas, apontou ele, é o preço de hidrocarbonetos. “Não é possível acreditar em duas coisas ao mesmo tempo – que o preço dos hidrocarbonetos está certo e que o mundo tem 50% de chance de se manter em 2 graus Celsius”.
O economista lembrou que o mundo precisa fazer a transição para uma economia de baixo carbono com inovação, investimento e dinamismo. “Temos que ver esse caminho alternativo como revolução industrial da nova energia. Precisamos dividir a produção de emissões por um fator de sete ou oito”, declarou Stern, apontando os custos cada vez menores da tecnologia de energia solar como evidência de que isso pode ser feito.
Ainda de acordo com Stern, o progresso técnico é necessário não apenas na tecnologia de energia alternativa, mas também em hidrocarbonetos, e para o desenvolvimento de outros combustíveis de baixa emissão, como o gás natural, na transição para economias livres de combustíveis fósseis.
A inatividade política na mudança climática pode decorrer da crise econômica global, mas Stern foi enfático ao dizer que o crescimento e a administração climática não são anti-éticas. “Precisamos ser muito cuidadosos ao pensar sobre o desenvolvimento, mitigação e adaptação como uma coisa só. Às vezes eles se separam. Esse é um erro lógico e político de grande magnitude”, apontou ele.
A mudança climática na agenda do FMI, Banco Mundial
De acordo com Stern, é hora de governos investirem no crescimento de baixo carbono com políticas claras e confiáveis, e instrumentos para administrar riscos. “Não podemos pensar nisso como sendo uma corrida de cavalos entre o crescimento e a responsabilidade climática’.
O ambiente político para ação sobre a mudança climática em 2014 é o melhor possível, observou Stern, com o presidente Obama e o Secretário de Estado John Kerry, o premiê chinês Li Keqiang, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês François Hollande prometendo ação para reduzir emissões, promover a energia limpa e taxar o carbono.
A chefe de administração do FMI, Christine Lagarde, e a vice-presidente de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial, Rachel Kyte, também falaram durante o evento, colocando o peso combinado de suas instituições por trás da política econômica climática.
De acordo com Lagarde, o mandato principal do FMI é fornecer conselhos políticos e assistência técnica a países em todos os problemas direta e indiretamente relacionados ao problema do crescimento, e a mudança climática é central para o levantamento de receitas, sustentabilidade e estabilidade. “O mesmo vale quando oferecemos alguma experiência sobre o preço do carbono. Precisamos manter os preços certos. Eles têm muitas ramificações em termos de mudança climática e levantamento de receitas”, explicou Lagarde.
Lagarde e Kyte declararam que o papel de instituições financeiras globais é amortecer a queda das pessoas pobres quando a mudança climática puxar o tapete delas. Portanto, de acordo com Kyte, “Não é bizarro, estranho, esquisito, ou fora do ponto que o FMI e o Banco Mundial se juntem para falar sobre a mudança climática como o próximo grande risco econômico”.
Republicado de Climatewire com permissão de Environment & Energy Publishing, LLC. www.eenews.net, 202-628-6500
O ex-economista chefe do Banco Mundial criticou sua própria revisão de 2006 sobre a economia da mudança climática, um documento considerado seminal para as discussões sobre a mudança climática, que estimaram que o custo geral da mudança climática reduziria pelo menos 5% do crescimento do PIB todos os anos.
De acordo com Stern, a revisão subestimou o “imenso risco” do aquecimento global. Ele fez uma admissão e alerta semelhantes no começo deste ano durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Discursando na sede do Fundo Monetário Internacional em Washington, capital, Stern descreveu uma imagem sombria de emissões no topo das projeções da Revisão Stern, com o declínio do gelo marítimo e a acidificação oceânica ocorrendo mais rápido do que o antecipado, e impactos crescentes de feedbacks e pontos críticos não levados em conta em modelos climáticos.
De acordo com Stern, a atual taxa de emissões de gases estufa alertará muito mais o mundo do que os esperados 2 graus Celsius acima de níveis pré-industriais até o fim do século.
Mesmo se nações cumprirem os acordos de reduções de emissões feitos na conferência de mudança climática das Nações Unidas em 2010, no México, as temperaturas subirão entre 4 e 5 graus, fazendo com que as fronteiras de desertos, linhas costeiras e rios sejam redesenhadas. Esses problemas do bem estar humano precisam ser levados em conta em modelos climáticos, lembrou Stern.
Mudanças que afetam a vida
Ele recorreu ao exemplo de modelos climáticos que preveem uma perda de 20% na agricultura da Índia com um aumento de 4 graus Celsius na temperatura.
Os modelos não levam em conta a deterioração devido à perda de neve no Himalaia que levaria à destruição de rios, ou as mudanças radicais na monção do sul asiático. “Algumas das perguntas que precisamos fazer se referem ao que realmente afeta a vida humana – eventos climáticos extremos, inundações, desertificações. É isso que afeta a vida humana”, lembrou Stern.
Também ausentes de modelos climáticos atuais são os duradouros impactos dinâmicos de eventos climáticos extremos. “Alguns de meus amigos paquistaneses tentaram descrever o que aconteceu durante as enchentes de 2010. Eles disseram que o desenvolvimento recuou 20 anos. Se o desenvolvimento recuar em 20 anos a cada 10 anos, você está retrocedendo”, declarou ele.
De maneira semelhante, de acordo com Stern, avaliações econômicas subestimam impactos da mudança climática, põem um preço modesto sobre o carbono, e não abrem espaço para a perda de capital, trabalho e terras no futuro. Os cenários econômicos não conseguem reconhecer que gerações futuras podem ser mais pobres e que o crescimento pode ser revertido. Ele chamou a discussão sobre descontos na mudança climática de “puramente horrível”.
Outra grande falha de políticas econômicas, apontou ele, é o preço de hidrocarbonetos. “Não é possível acreditar em duas coisas ao mesmo tempo – que o preço dos hidrocarbonetos está certo e que o mundo tem 50% de chance de se manter em 2 graus Celsius”.
O economista lembrou que o mundo precisa fazer a transição para uma economia de baixo carbono com inovação, investimento e dinamismo. “Temos que ver esse caminho alternativo como revolução industrial da nova energia. Precisamos dividir a produção de emissões por um fator de sete ou oito”, declarou Stern, apontando os custos cada vez menores da tecnologia de energia solar como evidência de que isso pode ser feito.
Ainda de acordo com Stern, o progresso técnico é necessário não apenas na tecnologia de energia alternativa, mas também em hidrocarbonetos, e para o desenvolvimento de outros combustíveis de baixa emissão, como o gás natural, na transição para economias livres de combustíveis fósseis.
A inatividade política na mudança climática pode decorrer da crise econômica global, mas Stern foi enfático ao dizer que o crescimento e a administração climática não são anti-éticas. “Precisamos ser muito cuidadosos ao pensar sobre o desenvolvimento, mitigação e adaptação como uma coisa só. Às vezes eles se separam. Esse é um erro lógico e político de grande magnitude”, apontou ele.
A mudança climática na agenda do FMI, Banco Mundial
De acordo com Stern, é hora de governos investirem no crescimento de baixo carbono com políticas claras e confiáveis, e instrumentos para administrar riscos. “Não podemos pensar nisso como sendo uma corrida de cavalos entre o crescimento e a responsabilidade climática’.
O ambiente político para ação sobre a mudança climática em 2014 é o melhor possível, observou Stern, com o presidente Obama e o Secretário de Estado John Kerry, o premiê chinês Li Keqiang, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês François Hollande prometendo ação para reduzir emissões, promover a energia limpa e taxar o carbono.
A chefe de administração do FMI, Christine Lagarde, e a vice-presidente de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial, Rachel Kyte, também falaram durante o evento, colocando o peso combinado de suas instituições por trás da política econômica climática.
De acordo com Lagarde, o mandato principal do FMI é fornecer conselhos políticos e assistência técnica a países em todos os problemas direta e indiretamente relacionados ao problema do crescimento, e a mudança climática é central para o levantamento de receitas, sustentabilidade e estabilidade. “O mesmo vale quando oferecemos alguma experiência sobre o preço do carbono. Precisamos manter os preços certos. Eles têm muitas ramificações em termos de mudança climática e levantamento de receitas”, explicou Lagarde.
Lagarde e Kyte declararam que o papel de instituições financeiras globais é amortecer a queda das pessoas pobres quando a mudança climática puxar o tapete delas. Portanto, de acordo com Kyte, “Não é bizarro, estranho, esquisito, ou fora do ponto que o FMI e o Banco Mundial se juntem para falar sobre a mudança climática como o próximo grande risco econômico”.
Republicado de Climatewire com permissão de Environment & Energy Publishing, LLC. www.eenews.net, 202-628-6500
segunda-feira, 25 de março de 2013
Mudanças climáticas impõem previsão de falhas da infraestrutura
Eventos climáticos imprevisíveis pedem grande diversidade de soluções e ampla margem de segurança
Por Jennifer Weeks e The Daily Climate, 25/03/2013
BOSTON – Engenheiros civis constroem coisas robustas projetadas para durar décadas, como estradas, pontes, bueiros, e usinas de tratamento de água. Mas um professor da University of New Hampshire quer que sua profissão se torne mais flexível.
BOSTON – Engenheiros civis constroem coisas robustas projetadas para durar décadas, como estradas, pontes, bueiros, e usinas de tratamento de água. Mas um professor da University of New Hampshire quer que sua profissão se torne mais flexível.
Especialistas em adaptação à mudança climática esperam que líderes da
cidade de Nova York considerem medidas de adaptação flexível conforme a cidade
se recupera do Furacão Sandy. Imagem: Flickr/Dave Bledsoe
Em um clima variável, argumenta o engenheiro civil Paul Kirshen, instalações
terão que se adaptar a condições mutáveis durante suas vidas úteis – e, em
alguns casos, terão que receber permissão para falhar. Um grande exemplo dessa
abordagem é o projeto holandês Espaço para o Rio [NOTA: No inglês do texto é
“Room for the River Project”. No holandês original, temos Planologische
Kernbeslissing Ruimte voor de Rivier. Meu holandês é bem ruinzinho, mas a
tradução aproximada é “Decisão Fundamental de Planejamento Espacial Espaço Para
o Rio”]: décadas acreditando que enchentes devem ser detidas estão sendo
abandonadas enquanto trabalhadores criam diques para dar espaço ao Rio Reno.
A abordagem reconhece que a famosa rede de diques e barragens do país ficará sob um estresse cada vez maior conforme o nível do mar sobe. Em vez de construir paredes protetoras cada vez maiores, os holandeses acreditam que podem ficar mais seguros se aceitarem certa quantidade de inundações controladas.
Kirshen, especialista em adaptação à mudança climática e recursos hídricos, acredita que os Estados Unidos deveriam adotar uma abordagem semelhante.
“Historicamente, construímos infraestruturas para fornecer algum nível de segurança”, observa ele. Uma barragem pode ser projetada para resistir a enchentes durante 100 ou 500 anos, por exemplo. Mas essa abordagem supõe que engenheiros saibam como estresses – enchentes e maremotos, por exemplo – irão variar durante a vida útil da barragem. Conforme a mudança climática altera ciclos naturais, argumenta Kirshen, essas suposições podem se provar falsas.
Eventos extremos
Em alguns casos, engenheiros terão poucas opções além de blindar estruturas contra raros eventos extremos – as ondas de 2,8 metros que o Furacão Sandy lançou contra Manhattan no último outono boreal, por exemplo. Mas usar uma inundação ou tempestade tão rara como padrão de projeto é caro, observa Kirshen, já que significa construir novas estruturas ou readaptar as existentes com elementos protetores suficientes para resistir a estresses que podem ocorrer apenas uma vez, ou nenhuma, durante a vida útil desses prédios.
Desenvolver projetos que possam falhar com segurança, por outro lado, é frequentemente mais barato e mais eficiente, acredita Kirshen. Uma comunidade pode optar por construir uma barragem projetada para conter uma inundação de até 100 anos, então desenvolver um plano de evacuação para a área ao redor da barragem no caso de uma inundação mais severa. Essa estratégia antecipa que a barragem pode não controlar inundações extremas, mas se soma a outras medidas de proteção para atingir níveis mais altos de segurança.
“Temos que parar de limitar os projetistas”, alerta Kirshen. “Projetos convencionais de engenharia civil podem ser mais criativos”.
Estratégias flexíveis de adaptação ficam claras em locais diferentes. Exemplos incluem paredões que podem ser construídos quando necessários; pontes pré-fabricadas para autoestradas que podem ser elevadas conforme as águas sobem abaixo delas; e sistemas flutuantes em usinas de tratamento de água, projetados para subir e descer conforme os níveis do reservatório mudam.
“Uma abordagem incremental tem menos impactos sociais e ambientais que construir grandes estruturas de uma vez – se você conseguir acompanhar as mudanças induzidas pelo clima”, observa Kirshen.
Uma cidade inundada
Kirshen foi coautor de um estudo da Associação Boston Harbor, motivado pelo Furacão Sandy e publicado no mês passado, que analisou potenciais inundações em Boston a partir dos atuais maremotos de 100 anos (1,5 metro acima da maré alta média) e das tempestades de 100 anos estimadas para 2050 (2,2 metros acima da maré alta média). No último cenário, concluiu o estudo, mais de 30% da cidade seria inundada.
Em resposta, o prefeito Thomas Menino encomendou avaliações de todos os prédios e linhas de metrô em zonas de inundação e anunciou que desenvolvedores precisariam abordar riscos da mudança climática quando solicitassem alvarás para construções.
A adaptação flexível é “uma abordagem valiosa e será apropriada em certas situações” conforme Boston avança, declara Carl Spector, diretor executivo da Comissão de Poluição do Ar da cidade, e membro do comitê conselheiro de adaptação à mudança climática. “Quando você começa a fazer adaptações, você tem que ir de um local a outro e personalizar sua análise e linhas do tempo para cada projeto. Mudar linhas de esgoto é um grande projeto, e o que você põe no solo continua no solo por muito tempo”.
Tomando medidas
Kirshen espera que os líderes da cidade de Nova York considerem medidas de adaptação flexível conforme a cidade se recupera do Sandy. Algumas outras regiões já começaram a tomar medidas. A Comissão de Conservação e Desenvolvimento da Baía de San Francisco exige avaliações do risco de elevação do nível do mar para novos projetos costeiros ao redor da Baía de San Francisco. E no sul da Flórida, onde níveis marítimos cada vez mais altos já estão estressando sistemas de água, quatro regiões (Broward, Miami-Dade, Palm Beach e Monroe) formaram uma parceira regional e pediram financiamento federal para adaptação. Mas os exemplos mais avançados de adaptação flexível estão na Europa.
Além da Holanda, a Inglaterra tem um sistema de grande escala de controle de inundações para o Tamisa, incluindo um sistema de barreiras com 10 portões para proteger Londres de tempestades. Mas planejadores estão pensando no futuro. Em novembro último, a Agência de Meio Ambiente do Reino Unido publicou seu Plano para o Estuário do Tamisa 2100, que antecipa uma elevação do nível do mar de pelo menos 90cm até 2100 e que pode ser adaptada para níveis mais altos. Ele projeta que muitas estruturas de controle de inundações serão erguidas ou aprimoradas entre 2035 e 2050, e que a nova Barreira do Tamisa pode ser construída entre 2050 e 2070.
De acordo com Spector, oficiais dos Estados Unidos estão prestando atenção a modelos de adaptação da Europa. “Estamos compartilhando muitas coisas”, declarou ele.
Engenheiros civis sempre inserem “flexibilidade de demanda” em sistemas – projetando, por exemplo, uma ponte em que pistas extras possam ser adicionadas conforme o fluxo de trânsito aumenta, observa Kirshen.
“Agora precisamos adicionar flexibilidade climática”.
A abordagem reconhece que a famosa rede de diques e barragens do país ficará sob um estresse cada vez maior conforme o nível do mar sobe. Em vez de construir paredes protetoras cada vez maiores, os holandeses acreditam que podem ficar mais seguros se aceitarem certa quantidade de inundações controladas.
Kirshen, especialista em adaptação à mudança climática e recursos hídricos, acredita que os Estados Unidos deveriam adotar uma abordagem semelhante.
“Historicamente, construímos infraestruturas para fornecer algum nível de segurança”, observa ele. Uma barragem pode ser projetada para resistir a enchentes durante 100 ou 500 anos, por exemplo. Mas essa abordagem supõe que engenheiros saibam como estresses – enchentes e maremotos, por exemplo – irão variar durante a vida útil da barragem. Conforme a mudança climática altera ciclos naturais, argumenta Kirshen, essas suposições podem se provar falsas.
Eventos extremos
Em alguns casos, engenheiros terão poucas opções além de blindar estruturas contra raros eventos extremos – as ondas de 2,8 metros que o Furacão Sandy lançou contra Manhattan no último outono boreal, por exemplo. Mas usar uma inundação ou tempestade tão rara como padrão de projeto é caro, observa Kirshen, já que significa construir novas estruturas ou readaptar as existentes com elementos protetores suficientes para resistir a estresses que podem ocorrer apenas uma vez, ou nenhuma, durante a vida útil desses prédios.
Desenvolver projetos que possam falhar com segurança, por outro lado, é frequentemente mais barato e mais eficiente, acredita Kirshen. Uma comunidade pode optar por construir uma barragem projetada para conter uma inundação de até 100 anos, então desenvolver um plano de evacuação para a área ao redor da barragem no caso de uma inundação mais severa. Essa estratégia antecipa que a barragem pode não controlar inundações extremas, mas se soma a outras medidas de proteção para atingir níveis mais altos de segurança.
“Temos que parar de limitar os projetistas”, alerta Kirshen. “Projetos convencionais de engenharia civil podem ser mais criativos”.
Estratégias flexíveis de adaptação ficam claras em locais diferentes. Exemplos incluem paredões que podem ser construídos quando necessários; pontes pré-fabricadas para autoestradas que podem ser elevadas conforme as águas sobem abaixo delas; e sistemas flutuantes em usinas de tratamento de água, projetados para subir e descer conforme os níveis do reservatório mudam.
“Uma abordagem incremental tem menos impactos sociais e ambientais que construir grandes estruturas de uma vez – se você conseguir acompanhar as mudanças induzidas pelo clima”, observa Kirshen.
Uma cidade inundada
Kirshen foi coautor de um estudo da Associação Boston Harbor, motivado pelo Furacão Sandy e publicado no mês passado, que analisou potenciais inundações em Boston a partir dos atuais maremotos de 100 anos (1,5 metro acima da maré alta média) e das tempestades de 100 anos estimadas para 2050 (2,2 metros acima da maré alta média). No último cenário, concluiu o estudo, mais de 30% da cidade seria inundada.
Em resposta, o prefeito Thomas Menino encomendou avaliações de todos os prédios e linhas de metrô em zonas de inundação e anunciou que desenvolvedores precisariam abordar riscos da mudança climática quando solicitassem alvarás para construções.
A adaptação flexível é “uma abordagem valiosa e será apropriada em certas situações” conforme Boston avança, declara Carl Spector, diretor executivo da Comissão de Poluição do Ar da cidade, e membro do comitê conselheiro de adaptação à mudança climática. “Quando você começa a fazer adaptações, você tem que ir de um local a outro e personalizar sua análise e linhas do tempo para cada projeto. Mudar linhas de esgoto é um grande projeto, e o que você põe no solo continua no solo por muito tempo”.
Tomando medidas
Kirshen espera que os líderes da cidade de Nova York considerem medidas de adaptação flexível conforme a cidade se recupera do Sandy. Algumas outras regiões já começaram a tomar medidas. A Comissão de Conservação e Desenvolvimento da Baía de San Francisco exige avaliações do risco de elevação do nível do mar para novos projetos costeiros ao redor da Baía de San Francisco. E no sul da Flórida, onde níveis marítimos cada vez mais altos já estão estressando sistemas de água, quatro regiões (Broward, Miami-Dade, Palm Beach e Monroe) formaram uma parceira regional e pediram financiamento federal para adaptação. Mas os exemplos mais avançados de adaptação flexível estão na Europa.
Além da Holanda, a Inglaterra tem um sistema de grande escala de controle de inundações para o Tamisa, incluindo um sistema de barreiras com 10 portões para proteger Londres de tempestades. Mas planejadores estão pensando no futuro. Em novembro último, a Agência de Meio Ambiente do Reino Unido publicou seu Plano para o Estuário do Tamisa 2100, que antecipa uma elevação do nível do mar de pelo menos 90cm até 2100 e que pode ser adaptada para níveis mais altos. Ele projeta que muitas estruturas de controle de inundações serão erguidas ou aprimoradas entre 2035 e 2050, e que a nova Barreira do Tamisa pode ser construída entre 2050 e 2070.
De acordo com Spector, oficiais dos Estados Unidos estão prestando atenção a modelos de adaptação da Europa. “Estamos compartilhando muitas coisas”, declarou ele.
Engenheiros civis sempre inserem “flexibilidade de demanda” em sistemas – projetando, por exemplo, uma ponte em que pistas extras possam ser adicionadas conforme o fluxo de trânsito aumenta, observa Kirshen.
“Agora precisamos adicionar flexibilidade climática”.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Moçambique investigará Adaptação às Mudanças Climáticas
IIAM e CIAT Acordam Investigar Adaptação à Mudanças Climáticas
Por Sostino Mocumbe, IIAM/DFDTT/DDIC, 18/01/2013
Iniciou recentemente o “Projecto de Investigação sobre Adaptação a
Mudanças Climáticas” em resultado do acordo assinado entre Agosto e Setembro de
2012 envolvendo o Instituto de Investigação Agrária (IIAM) e o Centro
Internacional da Agricultura Tropical através do programa do Grupo Consultivo
para a Pesquisa Agrária Internacional (CGIAR) denominado “Climate Change,
Agriculture and Food Security (CCAFS)”.
O Governo de Moçambique dá uma atenção especial a assuntos relativos a mudanças climáticas por estas fazerem-se sentir com alguma intensidade em países subdesenvolvidos dentre os quais o nosso.
São várias as razões apontadas como geradoras de complicações aliadas à mudanças climáticas a destacar a localização geográfica pelo facto de em Moçambique passarem vários rios internacionais que procuram o Oceano Índico, sua superfície abaixo dos níveis das águas do mar, alta vulnerabilidade a ciclones e tornados, temperaturas elevadas, aridez, infertilidade de solos, falta de infraestruturas de comunicação, alto índice de analfabetismo, dependência aos recursos naturais e tantas outras razões.
Dados avançados pelo documento do projecto de mudanças climáticas indicam que nos próximos vinte anos, Moçambique vai perder 25% da sua capacidade de produtividade agrícola. Esta situação pode acaretar redução dos redimentos e incremento dos preços dada a procura.
Moçambique é um dos países que tem sofrido grande impacto das mudanças climáticas com tendências à desertificação. Por isso, temos 21 distritos dos 128 distritos existentes no nosso país afectados pela seca, bem como 27 distritos afectados pela degradação dos solos, mais conhecida por erosão.
O projecto prevê operar em duas áreas com fortes indicações para a insegurança alimentar na Província de Gaza, sul de Moçambique, nomeadamente: os distritos de Chicualacuala, no interior, e de Xai-Xai, na zona costeira.
Um diagnóstico do Banco Mundial dá conta de que os efeitos causados pelos desastres naturais retardam o desenvolvimento económico de Moçambique em cerca de 1 a 2% anualmente, e o nosso país figura como o terceiro país mais exposto aos efeitos negativos causados pelas mudanças climáticas.
Essencialmente, o projecto vai focar sua intervenção nos seguintes aspectos: (1) Levantamento biofísico; (2) Análise da Vulnerabilidade às mudanças climáticas; (3) Práticas de adaptação na produção de culturas e integra (a) Maneio de Água, (b) Maneio da fertilidade de solos e (c) Maneio integrado de pragas e doenças; (4) Ciências animais; (5) Pós-colheita; (6) Ecologia; (7) Maneio florestal comunitário; e (8) Capacitação Comunitária.
Com o objectivo de para aumentar a resistência e capacidade de subsistência e adaptação a riscos às alterações climáticas em áreas de insegurança alimentar, o projecto vai igualmente servir de catalizador para o estabelecimento de segurança alimentar nas famílias rurais em áreas propensas a impactos significativos decorrentes dos efeitos das mudanças climáticas com recursos a tecnologias capazes de promover um balanceamento entre subsistência melhorada e integridade bilógica e ecológica sustentável dos recursos naturais.
De referir que, com um finaciamento de cerca de 500 mil dólares norte americanos na totalidade, o projecto que iniciou oficialmente em Setembro de 2012 termina em Dezembro de 2014 e, terá como Coordenadora de pesquisa a Dra fernanda Gomes, investigadora senior do IIAM
O Governo de Moçambique dá uma atenção especial a assuntos relativos a mudanças climáticas por estas fazerem-se sentir com alguma intensidade em países subdesenvolvidos dentre os quais o nosso.
São várias as razões apontadas como geradoras de complicações aliadas à mudanças climáticas a destacar a localização geográfica pelo facto de em Moçambique passarem vários rios internacionais que procuram o Oceano Índico, sua superfície abaixo dos níveis das águas do mar, alta vulnerabilidade a ciclones e tornados, temperaturas elevadas, aridez, infertilidade de solos, falta de infraestruturas de comunicação, alto índice de analfabetismo, dependência aos recursos naturais e tantas outras razões.
Dados avançados pelo documento do projecto de mudanças climáticas indicam que nos próximos vinte anos, Moçambique vai perder 25% da sua capacidade de produtividade agrícola. Esta situação pode acaretar redução dos redimentos e incremento dos preços dada a procura.
Moçambique é um dos países que tem sofrido grande impacto das mudanças climáticas com tendências à desertificação. Por isso, temos 21 distritos dos 128 distritos existentes no nosso país afectados pela seca, bem como 27 distritos afectados pela degradação dos solos, mais conhecida por erosão.
O projecto prevê operar em duas áreas com fortes indicações para a insegurança alimentar na Província de Gaza, sul de Moçambique, nomeadamente: os distritos de Chicualacuala, no interior, e de Xai-Xai, na zona costeira.
Um diagnóstico do Banco Mundial dá conta de que os efeitos causados pelos desastres naturais retardam o desenvolvimento económico de Moçambique em cerca de 1 a 2% anualmente, e o nosso país figura como o terceiro país mais exposto aos efeitos negativos causados pelas mudanças climáticas.
Essencialmente, o projecto vai focar sua intervenção nos seguintes aspectos: (1) Levantamento biofísico; (2) Análise da Vulnerabilidade às mudanças climáticas; (3) Práticas de adaptação na produção de culturas e integra (a) Maneio de Água, (b) Maneio da fertilidade de solos e (c) Maneio integrado de pragas e doenças; (4) Ciências animais; (5) Pós-colheita; (6) Ecologia; (7) Maneio florestal comunitário; e (8) Capacitação Comunitária.
Com o objectivo de para aumentar a resistência e capacidade de subsistência e adaptação a riscos às alterações climáticas em áreas de insegurança alimentar, o projecto vai igualmente servir de catalizador para o estabelecimento de segurança alimentar nas famílias rurais em áreas propensas a impactos significativos decorrentes dos efeitos das mudanças climáticas com recursos a tecnologias capazes de promover um balanceamento entre subsistência melhorada e integridade bilógica e ecológica sustentável dos recursos naturais.
De referir que, com um finaciamento de cerca de 500 mil dólares norte americanos na totalidade, o projecto que iniciou oficialmente em Setembro de 2012 termina em Dezembro de 2014 e, terá como Coordenadora de pesquisa a Dra fernanda Gomes, investigadora senior do IIAM
sábado, 30 de junho de 2012
Strengthening adaptive capacities to the impacts of climate change in resource-poor small-scale aquaculture and aquatic resources-dependent sectors in the south and south east Asian region
The project Strengthening adaptive capacities to the impacts of climate change in resource-poor small-scale aquaculture and aquatic resources-dependent sectors in the south and south east Asian region also known as "Aquaclimate" aims to strengthen the adaptive capacities of rural farming communities to the impacts of climate change. This three-year project focuses on small-scale aquaculture and related sectors that are comprised largely of poor people who depend on aquatic resources for their livelihoods. The project is working in four countries: Vietnam, Philippines, India and Sri Lanka. The project will map farmers’ perceptions and attitudes towards prospective climate change impacts and their adaptive capacities to address these impacts. The project will develop future scenarios based on the current trends, assess the potential adaptive measures for different aquatic farming systems and prioritise better management practices, suggest codes of practice and improved methodologies for such systems.
Climate change will affect farming systems worldwide. It is expected that the impacts will be disproportionately felt by small-scale farmers who are already amongst the most poor and vulnerable members of society. Ecological changes, inundation of low-lying lands and saline intrusions into freshwater regions are likely to cause substantial dislocation of communities and disruption of farming systems. There is a need to forecast the likely effects of climate change on the aquaculture sector and to develop strategies to assist farmers and rural communities to adapt to the coming changes.
Contact
Network of Aquaculture Centres in Asia-Pacific
http://www.enaca.org
Irushine Wadage, Coordinator
Email: i.wedage@enaca.org
Dr Ambekar Eknath
Email: ambekar.eknath@enaca.org
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Links between nature, combating desertification and climate change to be enhanced
by Global Environment Facility, Rio de Janeiro, Brazil, 22 June 2012
A number of organizations working to implement global agreements on biological diversity, combating desertification and climate change announced a pilot partnership designed to promote projects and programs that work across these environmental fields, finding synergies and delivering more effective results.
Today's announcement comes twenty years after the first Earth Summit gave rise to three interrelated Conventions: the Convention on Biological Diversity, the United Nations Convention to Combat Desertification and the United Nations Framework Convention on Climate Change – the so called Rio Conventions.
The pilot partnership between the Secretariat of the Convention on Biological Diversity, the Global Environment Facility and a number of other partners aims to address the national implementation of the links among these conventions. The partnership was launched at the margins of Rio+20 Conference as part of the celebrations of the 20th anniversary of the Rio Conventions.
The partnership derives from the growing recognition that these environmental challenges are interrelated and cannot be effectively addressed individually. Responses to desertification, for example, can benefit biodiversity preservation as well as reducing greenhouse gas emissions.
Established with different mandates and adopted by different combinations of member nations, these organizations, in 20 years of international negotiations, have given rise to distinct entities and approaches. Environmentalists have increasingly understood the value of synergistic approaches to environmental challenges. Ecosystem-based approaches to adaptation and mitigation, sustainable natural resource based livelihoods and disaster management, among others, have demonstrated clear synergies between the Conventions. M. Anothony Lecern, Minister of Sustainable Development from New Caledonia stated, "We wish to outline the link between climate change, biodiversity, desertification and land degradation based on existing management projects that have an ecosystem-based approach."
The partnership will strengthen the ability of participating countries to design and implement projects that contribute to the objectives of multiple Rio Conventions. As practical example this could include restoring mangroves to protect coastlines from sea level rise and provide critical habitat for fish and bird species. As another example, switching to a no till, crop rotation agriculture system can protect against land degradation while enhancing soil biodiversity. "Our idea of synergies is to have comprehensive approach to the problems and to ensure the additionality of the activities we are conducting in the field" explained Mr. Luis Gonzalez, the coordinator of the desertification and drought division in Guatemala.
Participating pilot countries include: Guatemala, India, Jamaica, New Caledonia and Vietnam. The national pilot was launched by senior officials from New Caledonia, Guatemala and Vietnam at an event held at the Rio Conventions Pavilion. Mr. Braulio Dias, Executive Secretary of the Convention on Biological Diversity stated, "Biodiversity conservation and sustainable use and efforts to address climate change and desertification are intrinsically linked. The countries and partners participating in this pilot are leading the way scientifically, technically and politically towards the achievement of the objectives of all three Rio Conventions."
"Problem solvers have a tendency to break problems down into their component parts. This is a fine idea, in theory, but in the global environment, in practice, we have learned that seemingly separate problems need to be fused together and addressed with a unified strategy," said Monique Barbut, CEO and Chairperson of the GEF. "Finding synergies between the key Rio conventions can be a highly effective way to leverage scarce resources to deliver global environmental benefits."
Next steps include linking national project teams with technical experts within the World Bank, UNEP, FAO, the International Union for Conservation of Nature (IUCN), and Birdlife International who will support the teams throughout the project preparation phase in order to strengthen the achievement of multiple benefits. Financial support will be provided by the EU's BEST initiative, the Government of Japan and the Government of Spain.
Progress by the pilot project will be reported on at the eleventh meeting of the Conference of the Parties to the Convention on Biological Diversity to be held in October 2012, Hyderabad, India.
Useful Facts Linking Biodiversity, Climate Change and Drylands / Land Degradation:
- It is projected that every 1°C rise in global average temperature will put an additional 10-20% of species at increased risk of extinction.
- As a result of climate change, 30 of 69 tree plant species studied in the Amazon Basin could face extinction
- A warming of 1 – 2°C is expected to decrease agricultural yields in arid, semi-arid and tropical regions while adaptation linked to agricultural biodiversity is expected to avoid 10-15% of this projected reduction
- Over the past 100 years total available water in the Niger, Lake Chad and Senegal basins has decreased by 40-60%.
- Climate change has been linked to more frequent flooding in India, which has resulted in rice fields being threatened by two invasive alien weeds
- The biome average for carbon storage in tropical dry forest is estimated at 120 tC/ha
Contact:
Mr. John Diamond
Senior Communication Officer | Spokesperson
Phone +1 202 458 7953
E-mail: jdiamond@thegef.org
Mr. David Ainsworth
Information Officer
Phone +1 514 287 7012
E-mail: david.ainsworth@cbd.int
About the GEF
The GEF unites 182 countries in partnership with international institutions, civil society organizations (CSOs), and the private sector to address global environmental issues while supporting national sustainable development initiatives. Today the GEF is the largest public funder of projects to improve the global environment. An independently operating financial organization, the GEF provides grants for projects related to biodiversity, climate change, international waters, land degradation, the ozone layer, and persistent organic pollutants.
Since 1991, the GEF has achieved a strong track record with developing countries and countries with economies in transition, providing $10.5 billion in grants and leveraging $51 billion in co-financing for over 2,700 projects in over 165 countries. Through its Small Grants Programme (SGP), the GEF has also made more than 14,000 small grants directly to civil society and community based organizations, totaling $634 million. For more information, visit www.thegef.org.
Stay Connected
www.facebook.com
www.twitter.com/theGEF
www.youtube.com/GEFSecretariat
www.flickr.com/theGEF
www.thegef.org/gef/gefrss
www.issuu.com/thegef
A number of organizations working to implement global agreements on biological diversity, combating desertification and climate change announced a pilot partnership designed to promote projects and programs that work across these environmental fields, finding synergies and delivering more effective results.
Today's announcement comes twenty years after the first Earth Summit gave rise to three interrelated Conventions: the Convention on Biological Diversity, the United Nations Convention to Combat Desertification and the United Nations Framework Convention on Climate Change – the so called Rio Conventions.
The pilot partnership between the Secretariat of the Convention on Biological Diversity, the Global Environment Facility and a number of other partners aims to address the national implementation of the links among these conventions. The partnership was launched at the margins of Rio+20 Conference as part of the celebrations of the 20th anniversary of the Rio Conventions.
The partnership derives from the growing recognition that these environmental challenges are interrelated and cannot be effectively addressed individually. Responses to desertification, for example, can benefit biodiversity preservation as well as reducing greenhouse gas emissions.
Established with different mandates and adopted by different combinations of member nations, these organizations, in 20 years of international negotiations, have given rise to distinct entities and approaches. Environmentalists have increasingly understood the value of synergistic approaches to environmental challenges. Ecosystem-based approaches to adaptation and mitigation, sustainable natural resource based livelihoods and disaster management, among others, have demonstrated clear synergies between the Conventions. M. Anothony Lecern, Minister of Sustainable Development from New Caledonia stated, "We wish to outline the link between climate change, biodiversity, desertification and land degradation based on existing management projects that have an ecosystem-based approach."
The partnership will strengthen the ability of participating countries to design and implement projects that contribute to the objectives of multiple Rio Conventions. As practical example this could include restoring mangroves to protect coastlines from sea level rise and provide critical habitat for fish and bird species. As another example, switching to a no till, crop rotation agriculture system can protect against land degradation while enhancing soil biodiversity. "Our idea of synergies is to have comprehensive approach to the problems and to ensure the additionality of the activities we are conducting in the field" explained Mr. Luis Gonzalez, the coordinator of the desertification and drought division in Guatemala.
Participating pilot countries include: Guatemala, India, Jamaica, New Caledonia and Vietnam. The national pilot was launched by senior officials from New Caledonia, Guatemala and Vietnam at an event held at the Rio Conventions Pavilion. Mr. Braulio Dias, Executive Secretary of the Convention on Biological Diversity stated, "Biodiversity conservation and sustainable use and efforts to address climate change and desertification are intrinsically linked. The countries and partners participating in this pilot are leading the way scientifically, technically and politically towards the achievement of the objectives of all three Rio Conventions."
"Problem solvers have a tendency to break problems down into their component parts. This is a fine idea, in theory, but in the global environment, in practice, we have learned that seemingly separate problems need to be fused together and addressed with a unified strategy," said Monique Barbut, CEO and Chairperson of the GEF. "Finding synergies between the key Rio conventions can be a highly effective way to leverage scarce resources to deliver global environmental benefits."
Next steps include linking national project teams with technical experts within the World Bank, UNEP, FAO, the International Union for Conservation of Nature (IUCN), and Birdlife International who will support the teams throughout the project preparation phase in order to strengthen the achievement of multiple benefits. Financial support will be provided by the EU's BEST initiative, the Government of Japan and the Government of Spain.
Progress by the pilot project will be reported on at the eleventh meeting of the Conference of the Parties to the Convention on Biological Diversity to be held in October 2012, Hyderabad, India.
Useful Facts Linking Biodiversity, Climate Change and Drylands / Land Degradation:
- It is projected that every 1°C rise in global average temperature will put an additional 10-20% of species at increased risk of extinction.
- As a result of climate change, 30 of 69 tree plant species studied in the Amazon Basin could face extinction
- A warming of 1 – 2°C is expected to decrease agricultural yields in arid, semi-arid and tropical regions while adaptation linked to agricultural biodiversity is expected to avoid 10-15% of this projected reduction
- Over the past 100 years total available water in the Niger, Lake Chad and Senegal basins has decreased by 40-60%.
- Climate change has been linked to more frequent flooding in India, which has resulted in rice fields being threatened by two invasive alien weeds
- The biome average for carbon storage in tropical dry forest is estimated at 120 tC/ha
Contact:
Mr. John Diamond
Senior Communication Officer | Spokesperson
Phone +1 202 458 7953
E-mail: jdiamond@thegef.org
Mr. David Ainsworth
Information Officer
Phone +1 514 287 7012
E-mail: david.ainsworth@cbd.int
About the GEF
The GEF unites 182 countries in partnership with international institutions, civil society organizations (CSOs), and the private sector to address global environmental issues while supporting national sustainable development initiatives. Today the GEF is the largest public funder of projects to improve the global environment. An independently operating financial organization, the GEF provides grants for projects related to biodiversity, climate change, international waters, land degradation, the ozone layer, and persistent organic pollutants.
Since 1991, the GEF has achieved a strong track record with developing countries and countries with economies in transition, providing $10.5 billion in grants and leveraging $51 billion in co-financing for over 2,700 projects in over 165 countries. Through its Small Grants Programme (SGP), the GEF has also made more than 14,000 small grants directly to civil society and community based organizations, totaling $634 million. For more information, visit www.thegef.org.
Stay Connected
www.facebook.com
www.twitter.com/theGEF
www.youtube.com/GEFSecretariat
www.flickr.com/theGEF
www.thegef.org/gef/gefrss
www.issuu.com/thegef
Assinar:
Postagens (Atom)


